A empresa Tron Atividades de Apoio à Educação Ltda., associada ao método de robótica divulgado por Whindersson Nunes, tornou-se alvo de um Inquérito Civil Público instaurado pelo Ministério Público do Piauí (MPPI). A apuração investiga possíveis irregularidades em um contrato firmado com a Secretaria de Educação do estado para fornecimento de kits de robótica e capacitação de professores. O acordo foi assinado em agosto de 2025, inicialmente por R$ 4,99 milhões, e recebeu aditivos que elevaram o valor para cerca de R$ 11 milhões, com vigência até agosto de 2027.
A contratação foi feita sem licitação e já havia sido questionada pelo Tribunal de Contas do Estado do Piauí. Em relatório divulgado em 2025, a área técnica do TCE-PI apontou indícios de direcionamento, superfaturamento e possível dano ao erário, além de recomendar a responsabilização de agentes públicos e da empresa. O contrato prevê a entrega de 15 mil kits de robótica e capacitação de professores em 100 escolas da rede estadual. A nova portaria do MPPI, assinada em 21 de agosto de 2026, determinou o aprofundamento da apuração e registrou que não era possível concluir, naquele momento, pela inexistência de irregularidades.
Procurada sobre o caso, a equipe jurídica de Whindersson afirmou que o humorista não integra o quadro societário da empresa alvo do inquérito. Segundo a defesa, a participação societária dele está restrita à empresa proprietária do método TRON, que licencia a tecnologia para diferentes distribuidoras, entre elas a empresa contratada pelo governo do Piauí. A Secretaria de Educação também afirmou que a contratação atende a demandas pedagógicas e que os procedimentos administrativos e pagamentos seguiram os trâmites legais, acrescentando que fornecerá ao Ministério Público os documentos solicitados durante a investigação.







