No próximo dia 24 de setembro, o município de Juripiranga-PB recebe o lançamento da exposição “Memória Fotográfica”, um projeto que une arte, memória e identidade social a partir de relatos de idosos do Vale do Paraíba.
A iniciativa, idealizada e coordenada pelo fotógrafo e produtor audiovisual João Paulo Lima,propõe transformar as lembranças de pessoas com mais de 65 anos em registros visuais, construindo retratos que dialogam com objetos, lugares, gestos e símbolos afetivos de suas trajetórias. Cada fotografia nasce de uma escuta sensível, a partir de entrevistas e convivência com os participantes, e se transforma em imagens que carregam sentimentos, contextos históricos e resistência cultural.
Mais que uma exposição, “Memória Fotográfica” é um convite para refletirmos sobre a importância das memórias individuais na construção da memória coletiva. O projeto se dedica, especialmente, a dar protagonismo a idosos pertencentes a grupos étnicos e sociais muitas vezes invisibilizados, como mulheres, quilombolas, indígenas, LGBTQIA+ e agricultores que lutaram pela terra.

Os personagens da memória:
Cinco vozes compõem o mosaico afetivo e histórico da exposição:
• José Rodrigues de Lima (Dean) – 72 anos, de São José dos Ramos. Primeiro homem a se assumir LGBTQIA+ em sua cidade, carrega consigo a irreverência e a coragem de “viver a dor e a alegria de ser o que é”.
• Maria do Carmo da Silva (Dona Mô) – 65 anos, de Itabaiana. Filha de indígena Tabajara, preserva cantigas de roda tradicionais como caboquinho e coco em sua comunidade no Jucuri.
• Luzia de Paiva Santos – 63 anos, quilombola do Matão (Gurinhém). Neta de escravizados, vive em terras reconhecidas pela Fundação Palmares como comunidade remanescente.
• Josefa de Paiva Lima (D. Zezé) – 72 anos, professora aposentada de Juripiranga, mulher forte que guarda em si saudades e resistências transmitidas através das gerações.
• Expedito Francisco Gonçalves (Seu Expedito) – agricultor de Salgado de São Félix. Defensor da resistência camponesa contra a expansão da cana-de-açúcar, tornou-se símbolo de lutas sociais reconhecidas dentro e fora do Brasil.Essas narrativas, costuradas por imagens, não apenas preservam identidades, mas provocam um diálogo profundo com toda a sociedade sobre memória, ancestralidade, resistência e diversidade. A exposição conta com o patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado da Paraíba (@secultpb), governo do Estado da Paraíba (@govparaiba) e do Governo Federal (@govbr) através da Lei Paulo Gustavo ano 2023.

Serviço
Data: 24 de setembro de 2025
Local: Salão Paroquial – Juripiranga-PB
Entrada gratuita
Ficha Técnica
Coordenação Geral: João Paulo Lima
Produtor Executivo: Edglês Gonçalves
Fotografia: João Paulo Lima
Identidade Visual: Ercik Marinho
Textos: Fabiana Lira e Marcele Saraiva
Curadoria: Marcele Saraiva e João Paulo Lima
Assistente de Produção: Fabiana Lira e Milene Soares
Marketing e divulgação: Fabiana Lira
Registro Videográfico de Makingoff: Rafinha Soares e Nazário Barros
Criador de conteúdo Digital e Assessoria de imprensa: Tocaia Comunicaçã






