O padre Danilo César, da cidade de Areial, no Agreste da Paraíba, está sendo processado por Gilberto Gil, Flora Gil e outros familiares de Preta Gil por danos morais, após declarações consideradas intolerantes e ofensivas feitas durante uma missa no fim de julho deste ano. O processo, que corre no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, pede indenização de R$ 370 mil. A informação foi divulgada pelo jornalista Lauro Jardim, do O Globo.
Segundo o colunista, a família afirma que as falas do padre, reproduzidas em uma live transmitida no YouTube da paróquia de São José, geraram uma onda de comentários racistas e de intolerância religiosa nas redes sociais. Um trecho da ação diz que “a homilia também foi reproduzida nas redes sociais, o que acabou por incentivar uma corrente de comentários de terceiros, sendo a causa de uma onda de racismo religioso e intolerância religiosa”.
Antes de ingressar com a ação, a família de Preta Gil chegou a enviar uma notificação extrajudicial ao padre, exigindo uma retratação pública pelas falas como divulgado pelo PB Entretê no dia 14 de agosto. Como o religioso não se manifestou nem pediu desculpas, os familiares decidiram seguir com o processo judicial.
A missa que originou a polêmica aconteceu no domingo, 27 de julho, uma semana após a morte de Preta Gil. Durante a homilia, o padre falava sobre fé e curas divinas quando citou a cantora, que havia falecido nos Estados Unidos, vítima de um câncer colorretal. Na ocasião, ele afirmou: “Gilberto Gil fez uma oração aos orixás… cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?”. O vídeo foi transmitido ao vivo pelo canal da paróquia, mas retirado do ar após a grande repercussão negativa.
Além da ação movida pela família Gil, o padre também é alvo de três investigações na Paraíba por intolerância religiosa. Quando foi ouvido pela Polícia Civil, Danilo César negou as acusações, disse que não teve a intenção de ofender nenhuma religião e afirmou que estava apenas “professando sua fé católica” durante a homilia.






