Virginia Fonseca apresentou novos argumentos à Justiça em sua defesa na Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), na qual é ré ao lado da Foggo, empresa responsável pela operação da Blaze no Brasil. No documento, a influenciadora negou ter induzido seguidores a erro para apostar na vitória de Cabo Verde contra a Argentina durante a Copa do Mundo de 2026. Segundo a defesa, Virginia fez 19 manifestações sobre palpites de diferentes partidas durante o campeonato e acertou 12 delas, enquanto sete previsões estavam erradas.
A influenciadora usou a quantidade de acertos para contestar a interpretação de que um palpite equivocado poderia demonstrar uma intenção de levar apostadores à perda. Virginia afirmou que a previsão sobre o jogo de Cabo Verde e Argentina partiu de uma crença pessoal e de uma expectativa esportiva, e não de uma garantia de retorno financeiro aos seguidores. Ela também sustentou que sua remuneração não estava vinculada às perdas dos apostadores e que, por isso, não teria vantagem financeira em estimular deliberadamente resultados negativos para quem apostava.
Na contestação, Virginia também afirmou que não participava da operação da plataforma, nem tinha envolvimento com administração de jogos, resultados, depósitos ou saques. Segundo a defesa, os contratos com a Blaze previam principalmente ações publicitárias, como gravação de vídeos, publicação de Stories e utilização de sua imagem, com pagamento fixo pelas entregas. A ação do MPDFT pede a responsabilização de Virginia e da empresa por supostas práticas abusivas na publicidade de apostas e uma condenação solidária de R$ 120 milhões por danos morais coletivos. A Justiça ainda deverá analisar os argumentos apresentados pelas partes.







