A Justiça Eleitoral começou a barrar candidatos que tentam usar o sobrenome “Bolsonaro” no nome de urna sem possuir parentesco com o ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida busca evitar que o eleitor seja induzido a acreditar que o candidato possui algum vínculo familiar com o ex-mandatário. As primeiras decisões foram tomadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais do Rio de Janeiro e de Mato Grosso.
No Rio, o candidato a deputado federal Renato de Araújo Corrêa (PL) tentou concorrer como “Renato Araújo do Bolsonaro”. Apesar de apresentar fotos e vídeos que comprovariam sua proximidade pessoal e política com a família Bolsonaro, a Justiça entendeu que amizade e alinhamento ideológico não autorizam a incorporação do sobrenome. Em Mato Grosso, a candidata Flaviane Ramalho de Oliveira (Novo) também foi impedida de usar “Flaviane do Bolsonaro”, após ter concorrido em eleições anteriores como “Dra. Flaviane Ramalho”.
Segundo as informações divulgadas pelo Portal LeoDias, 39 candidatos registraram neste ano nomes de urna contendo “Bolsonaro” ou “Lula” — sendo 29 com referência ao sobrenome do ex-presidente e 10 ao do atual presidente. A Justiça Eleitoral avalia que o uso desses nomes por pessoas sem vínculo familiar pode criar uma falsa associação e interferir na escolha do eleitor.







