Ratinho sofreu um revés na Justiça após o Ministério Público do Distrito Federal se posicionar contra um pedido apresentado pelo comunicador em uma ação envolvendo Erika Hilton. O apresentador havia entrado com uma interpelação judicial criminal depois que a parlamentar publicou, nas redes sociais, acusações envolvendo supostos casos de trabalho escravo em fazendas ligadas a ele e denúncias relacionadas a um de seus filhos.
Na publicação feita no X, Erika afirmou que reportagens antigas citavam Ratinho em denúncias sobre trabalhadores submetidos à escravidão em propriedades rurais no Paraná. A deputada também declarou que faria denúncias sobre um suposto caso envolvendo estupro de vulnerável ligado a um dos herdeiros do apresentador. Após a repercussão, Ratinho acionou o Tribunal de Justiça do Distrito Federal pedindo que Erika esclarecesse oficialmente a quem se referia, em quais fazendas os supostos crimes teriam acontecido e em quais circunstâncias os episódios teriam ocorrido.
O Ministério Público, no entanto, afirmou que o apresentador extrapolou os objetivos da interpelação judicial, que serve apenas para esclarecer declarações consideradas vagas ou ambíguas. Segundo o promotor Leonardo Carneiro Britto, Ratinho demonstrou ter entendido claramente as acusações feitas por Erika Hilton e estaria utilizando o instrumento como forma de investigação e produção antecipada de provas para uma futura ação criminal. O representante do MP também destacou que parte das falas citava diretamente um dos filhos do apresentador, que deveria ser o responsável por eventual pedido judicial. Agora, a decisão final caberá ao juiz Omar Dantas Lima, da 7ª Vara Criminal de Brasília.




