MP aponta risco à vítima e rejeita habeas corpus de João Lima

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O Ministério Público da Paraíba (MPPB) emitiu parecer contrário à concessão de habeas corpus que pede a soltura do cantor João Lima, preso preventivamente por violência doméstica contra a ex-esposa, a médica e influenciadora Raphaella Brilhante, em João Pessoa. O mérito do pedido ainda será analisado pela Justiça.

O documento é assinado pelo procurador Luciano de Almeida Maracajá, que aponta que a prisão preventiva está devidamente fundamentada, com indícios de materialidade, autoria e risco concreto à integridade da vítima. Segundo o MP, medidas cautelares alternativas à prisão seriam insuficientes diante do contexto apresentado no processo.

No parecer, o procurador destaca a existência de agressões físicas e psicológicas reiteradas, ameaças graves e uma escalada de violência em curto período, inclusive após a vítima deixar o lar. Para o Ministério Público, esse conjunto de fatores reforça a necessidade da manutenção da prisão preventiva como forma de garantir a segurança da vítima.

João Lima está detido no Presídio do Roger, em João Pessoa, em um pavilhão que abriga presos por crimes previstos na Lei Maria da Penha. O espaço reúne cerca de 60 internos, que respondem por crimes como agressões, tentativa de feminicídio e descumprimento de medidas protetivas. Procurada, a defesa do cantor não se manifestou até a última atualização desta reportagem.