Pelo menos 17 candidatos já registraram candidaturas para as eleições de 2026 usando “Bolsonaro” no nome de urna, mesmo sem o sobrenome constar no registro civil. A estratégia tem provocado questionamentos do Ministério Público Eleitoral (MPE), que considera que a escolha pode gerar confusão entre os eleitores e influenciar indevidamente a identificação dos candidatos nas urnas.
Um dos casos que chamou atenção ocorreu em Rondônia, onde Bruno Scheid, candidato ao Senado, registrou o nome de urna “Bruno Bolsonaro Scheid”. O MPE pediu a impugnação da candidatura e afirmou que o candidato não possui parentesco com a família Bolsonaro. Em São Paulo, a deputada estadual Fabiana Barroso também teve questionado o uso de “Fabiana Bolsonaro”, nome que ela já havia tentado utilizar nas eleições de 2022.
A legislação eleitoral permite que candidatos utilizem prenome, sobrenome, apelido ou nome pelo qual sejam conhecidos, mas determina que a escolha não gere dúvida sobre a identidade da pessoa. Em São Paulo, seis candidatos disputam uma vaga de deputado estadual utilizando “Bolsonaro” no nome de urna, enquanto outros casos semelhantes aparecem em diferentes estados. A Justiça Eleitoral ainda analisa parte dos pedidos e poderá determinar alterações nos nomes registrados.






